O debate sobre o tamanho do Estado e sua eficiência na gestão de empresas públicas é um dos divisores de águas na política nacional. Para a Missão, a permanência do governo como controlador de empresas estatais gera ineficiência crônica, drena recursos dos pagadores de impostos que deveriam ir para áreas essenciais e abre margem para o loteamento político e a corrupção. O partido defende um programa amplo e técnico de privatizações como caminho para modernizar a infraestrutura do país.
A tese defendida pela Missão demonstra que o papel do Estado deve ser o de regulador e fiscalizador, e não o de empresário. Quando uma estatal opera em prejuízo, o rombo é bilionário e a conta é dividida igualmente entre todos os cidadãos, afetando os mais pobres. Ao transferir esses ativos para a iniciativa privada por meio de leilões transparentes, atrai-se capital privado, tecnologia de ponta e uma gestão focada em metas e produtividade, liberando o orçamento público para focar estritamente em saúde, segurança e educação básica de qualidade.
O impacto imediato das privatizações é a conversão de cabides de emprego em empresas competitivas que geram lucro, empregos qualificados e pagam impostos para o próprio Estado reinvestir. Além disso, a quebra de monopólios estatais introduz a concorrência no mercado, o que historicamente resulta na redução de preços e na melhoria drástica da qualidade dos serviços prestados ao consumidor final, como ocorreu no setor de telecomunicações brasileiro.
O maior exemplo histórico de modernização econômica por meio de privatizações e desestatização ocorreu no Reino Unido durante a década de 1980, sob a gestão da primeira-ministra Margaret Thatcher. O governo britânico herdara uma economia estagnada, sufocada por estatais deficitárias nos setores de energia, transportes, telecomunicações e siderurgia. Ao liderar um programa corajoso de privatizações, o Reino Unido não apenas estancou a sangria de dinheiro público, mas democratizou o capital — permitindo que milhões de cidadãos comuns comprassem ações dessas empresas — e transformou indústrias obsoletas em gigantes globais altamente eficientes. Esse pragmatismo britânico serve de forte inspiração para as reformas estruturais propostas pela Missão.
